Hoje vamos conversar sobre uma notícia que pode impactar a vida de milhões de brasileiros, a revisão no (BPC/LOAS) prevista para 2025.
Este benefício, que aliás, já auxilia muitas pessoas idosas e com deficiência.
E passando por determinadas mudanças, pode alterar seu alcance e funcionamento.
Vamos entender melhor o que está acontecendo e como isso pode afetar seus utilizadores.
O que está mudando no BPC/LOAS?
Desde sua criação em 1996, ele passou por diversas modificações para melhor atender às necessidades dos beneficiários.
Inicialmente, a idade que se exigia para receber o benefício era de 70 anos no mínimo.
Porém, em 1998 foi reduzida para 67 anos.
Em 2003, com a implementação do Estatuto do Idoso, a idade mínima foi novamente ajustada na ocasião para 65 anos.
Essas alterações refletem um esforço contínuo do governo para ajustar o benefício às realidades sociais e econômicas do país.
Revisão no BPC/LOAS e Novas Tecnologias
Entre 2024 e 2025, o Governo Federal anunciou uma revisão abrangente dos benefícios sociais, incluindo uma revisão no BPC/LOAS.
O objetivo principal dessa revisão se concentro em reduzir os gastos públicos e garantir que os recursos sejam direcionados de maneira mais eficiente.
Estima-se que até 2025, essa revisão poderá economizar mais de R$ 25 bilhões.
Parte dessa economia será obtida através de um pente fino especificamente nos cadastros dos beneficiários.
No qual vai se utilizar de inovadas tecnologias para dificultar fraudes e simplificar os processos de acesso ao benefício.
Impactos das Mudanças nas Regras
EM ALTA:
Idosos Tarifa Energia 2 Anos isentos
Elas já estão gerando debates intensos entre economistas, legisladores e especialistas em políticas públicas.
Por um lado, há quem defende que essas medidas são fáceis para equilibrar as contas públicas e garantir a sustentabilidade do benefício.
Por outro lado, há preocupações de que restrições mais severas podem dificultar o acesso de pessoas que realmente precisam.
E dessa forma, aumentando a vulnerabilidade social.
Argumentos Contra o Aumento da Idade Mínima
Uma das propostas em discussão é a elevação da idade exigida mínima, novamente, de 70 anos.
Especialistas, no entanto, argumentam que essa não é eficaz para conter as mudanças públicas e acaba penalizando idosos em situação de extrema pobreza.
Ana Cleusa Mesquita, pesquisadora do Instituto Ipea, aponta que a contribuição para o INSS está mais relacionada à estrutura do mercado de trabalho, bem como, aos altos índices de informalidade do que à idade dos beneficiários.
Portanto, aumentar a idade mínima não resolveria os problemas estruturais que afetassem a contribuição previdenciária.
Desvinculação do Salário Mínimo
Outra proposta de mudança é a desvinculação do auxílio em questão do salário mínimo.
Essa ideia preocupa muitos especialistas que veem o benefício como uma ferramenta essencial na luta contra a pobreza.
Estudos do Ipea, acima de tudo, mostram que a vinculação ao salário mínimo é crucial para acautelar a dignidade dos beneficiários.
Reduzir seu valor sem essa vinculação ampliaria as desigualdades sociais.
Importância da Atualização Cadastral
Para manter o acesso contínuo ao benefício, a atualização cadastral é um ponto fundamental.
O Governo distribui prazos entre 45 e 90 dias para que os beneficiários regularizem suas informações no (CadÚnico), segundo cada região onde residem.
Esse processo se faz essencial para assegurar um direcionamento correto aos recursos e se evite fraudes.
Os beneficiários deverão verificar a necessidade de atualização, utilizando o (CRAS) ou o App do CadÚnico para realizar a atualização de forma rápida e segura.
O que Aconteceu se não Houve Atualização?
Se o beneficiário não solicitar a atualização dentro do prazo, o pagamento corre o risco de bloqueio em 30 dias após o envio da notificação.
Dessa maneira, se atente porque o INSS irá suspender o pagamento dos beneficiários que receberem o aviso de atualização devidamente confirmado.
Ou seja, a suspensão só ocorre se houver a comprovação de que o beneficiário recebeu e tomou ciência da notificação.
Como Atualizar o Cadastro Único e Evitar a Suspensão
A boa notícia é que, mesmo após o envio do aviso de suspensão, os beneficiários ainda têm um tempo para regularizar a situação.
Durante o período de suspensão, torna-se viável proceder a atualização no CadÚnico sem prejudicar o pagamento do benefício.
Então, se você recebeu uma notificação e ainda não tem prazo, procure atualizar os dados o quanto antes para evitar que o bloqueio se torne efetivo.
