Entenda como reconhecer o golpe do Pix agendado, que está se tornando uma das espécies de golpes que requer uma máxima atenção por parte de comerciantes e clientes.
Pagar com o Pix, virou praticamente um ato corriqueiro entre as pessoas, diga se de passagem que não são poucas, estima-se que cerca de 136 milhões de pessoas autorizadas pelo Banco Central, se utilizam do serviço.
Contudo, essa movimentação financeira tem atraído a ganância de criminosos, que veem nas transações desburocratizadas uma chance de aplicar golpes.
Segundo a Febraban, Federação Brasileira de Bancos, o golpe do Pix agendado já se tornou uma espécie de transgressão, requerendo por parte de todos usuários máxima cautela.
Para se ter uma ideia a quantidade de pessoas que realizam mais de 30 transferências por mês via Pix aumentou 809% entre março de 2021 e março de 2022. O percentual de pessoas que obtiveram transações superior a 30 Pix em 30 de dias, aumentou 464%.
De acordo com Rodrigo Mulinari, diretor do Comitê de Inovação da Febraban, as espécies de pagamento trouxeram comodidade aos clientes e se mostraram uma poderosa ferramenta para aumentar as operações bancárias no país.
Mulinari vê o desenvolvimento do Pix como um acréscimo de funcionalidades para aumentar as transações entre pessoas e empresas.
O estudo também mostra que sete em cada 10 transações no país são transações digitais em aplicativos ou sites bancários. As transações de pagamento no mobile banking aumentaram 72%.
Os usuários do aplicativo bancário visitam seu banco em média 40 vezes por mês, próximo de uma quantidade dobrada das 24 vezes apontadas no estudo anterior.
Os hábitos de pagamento online e através dos smartphones similarmente aumentaram as fraudes e golpes. A Febraban chama atenção que as técnicas criminosas alteram a cada dia e que a adequada prevenção é a conscientização.
Como funciona o Pix?
Elaborado pelo Banco Central, o Pix é um dos métodos de transferências e pagamentos bancários mais usufruídos entre os brasileiros. Segundo o BC, até março, o serviço já contava com mais de 206 milhões de chaves cadastradas e acima de 1,5 bilhão de transações.
Com ele é possível realizar transferências e pagamentos instantaneamente, gratuitamente e a qualquer momento.
Isso o torna muito popular porque os concorrentes, denominados TED e DOC não são de graça, e não funcionam aos finais de semana, além de levar mais de um dia para chegar ao destinatário.
O que mais atrai no Pix é também o que mais desperta o interesse dos bandidos, a viabilidade de transações gratuitas e instantâneas a qualquer momento.
Com isso, as pessoas que fazem uso do serviço contam a seu desfavor, o tempo, por em certas ocasiões demoram a identificar que foram enganados, como também, o curto período de tempo, não permite solicitar o cancelamento da operação.
Como Perceber o Golpe do Pix agendado?
A capacidade de agendar pagamentos posteriores, disponíveis em aplicativos e serviços bancários online é outro argumento de atenção para comerciantes e consumidores.
Os golpes preparados pelos fraudadores são verdadeiros esquemas organizados e sutil.
O fraudador compra em uma loja ou negocia diretamente com o vendedor e acerta o pagamento para mais tarde ou até mesmo, para o dia seguinte, usando o argumento que não dispõe de dinheiro no momento.
Previamente, o criminoso cancela a operação de pagamento, que havia combinado com a outra parte, gerando assim o golpe do Pix agendado.
Atenção ao golpe do Comprovante
Uma diferente alternativa criminosa do mesmo golpe é o golpe do comprovante. Os marginais geram um valor de Pix de centavos e modificam a quantia anteriormente de efetivar o envio do comprovante à vítima.
O destinatário só notará a fraude na data combinada. Embora o Banco Central possa monitorar as transações do Pix, os criminosos normalmente não preenchem seus próprios dados, impossibilitando, dessa forma, as investigações.
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Orientações para impedir o golpe do Golpe do Pix agendado
- Depois de ter certeza que o dinheiro está na sua conta, conceda a produto. Lembre-se, que mesmo que o Pix esteja agendado o dinheiro ainda não é seu, ele mostra-se no extrato, porém, isso não é um pagamento.
- Faça um cadastro, exigindo comprovantes de domicilio entre outros dados, previamente ao concordar com a modalidade de Pix parcelado ou agendado.
- Previna-se quanto a informar CPF ou qualquer conjunto de informações pessoais, com pessoas desconhecidas. Opte sempre pelo número do celular ou então e-mail.
- Não tenha receio de solicitar que o cliente espere até você certificar que o pagamento foi concretizado.
- Acima de tudo, confira detalhadamente o comprovante de pagamento, com todas as informações que está registrado nele.
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Clone do WhatsApp
A réplica do WhatsApp tem existência anteriormente ao lançamento do Pix, mas o desempenho melhorou conforme a tecnologia desenvolveu.
O fraudador liga para a vítima, alegando pertencer a determinada empresa e insiste que a pessoa digite um código enviado pelo golpista, alegando se tratar de uma aprovação, atualização ou qualquer argumento referente a um cadastro.
No entanto, trata-se uma clonagem do WhatsApp e roubo de perfil. Desse modo, se a pessoa enganada não habilitar a constatação em duas fases, o fraudador pode instalar a conta em outro dispositivo.
Desse momento em diante, o golpista ativa os contatos da vítima e requer um auxílio financeiro, geralmente feito por Pix. Mesmo que tenha sido feito com motivo fraudulento, é certamente improvável reaver a quantia transferida.
Como habilitar a autenticação no WhatsApp?
Confira como você pode escapar desse golpe:
- Acesse o WhatsApp;
- Na parte de cima, canto direito vá nos três pontos e em seguida “Configurações”;
- Na opção “Conta”, selecione “Confirmação em duas etapas”;
- Toque em “Ativar” e defina uma senha de seis dígitos para sua conta do WhatsApp;
- Confirmar o PIN (digitando de novo o código);
- Registre um endereço de e-mail válido para eventual esquecimento do código;
- Toque em “Avançar” e confirme seu endereço de e-mail, em seguida “Salvar”.
Assistência bancária falsa
Nesse caso, o golpista tira proveito da incompreensão por parte da pessoa que utiliza o Pix, a respeito das variedades das chaves Pix, que podem ser cadastradas.
O marginal se faz passar por funcionário da Instituição bancária, a qual a pessoa possui uma conta, enganando a vítima a gerar uma chave Pix.
Em seguida, é solicitado um teste falso, por parte do golpista. Nessa altura que o cliente cai na fraude e termina transferindo determinada quantia em dinheiro para o criminoso.
Como na fraude anterior, é muito difícil para a vítima recuperar a quantia transmitida, tendo em vista, a transação efetivada de forma voluntariamente, mesmo que tenha sido resultado de um ato criminoso.
Como fugir desse golpe?
Jamais compartilhe seus dados enquanto estiver conversando ou fazendo transações bancárias. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban), chama atenção ao fato de que os bancos e seu quadro de servidores não entram em contato via fone para solicitar qualquer tipo de confirmação.
Ele ainda explicou que os bancos não exigem que os clientes testem chaves Pix cadastradas, caso suspeite de fraude, não divulgue informações ou realize transferências, encerre a conversa e acione imediatamente pelo canal oficial do seu banco.
Golpe da falha no sistema do Pix
Esse tipo de fraude tem início quando notícias falsas, conhecidas como fake news, se espalham nas redes sociais alegando que há uma falha no sistema que opera o Pix, que propiciam as pessoas ganharem recompensas em dinheiro, simplesmente transferindo dinheiro para certas chaves.
Na sequência a pessoa levada pela facilidade de obter dinheiro de maneira fácil, transfere a quantia destinada a chave remunerada e dessa forma, e o dinheiro vai direto para a conta do fraudador.
Como já esclarecemos, uma vez que você faz uma transferência via Pix, fica difícil reverter a transação, mesmo sendo uma fraude, o cidadão fez voluntariamente.
Como livrar se dessa fraude?
Acima de tudo, suspeite de anúncio ou postagem que trate a respeito de “dinheiro fácil”. O sistema Pix foi desenvolvido pelo Banco Central e conta com uma metodologia segura, estável e livre de erros.
Segundo a agência, o Pix tem as mesmas regras de segurança do TED e do DOC, além de níveis de segurança oferecidos pelos bancos parceiros, como biometria e reconhecimento facial.
Golpe do QR Code falsificado
Uma das maneiras de pagar com Pix é com um QR Code. Hoje em dia, é corriqueiro ver um código QR para transmissões ao vivo e lives online que coletam dinheiro para artistas ou fundações.
Os golpistas baixam esses vídeos e geram uma atual transmissão com um QR Code falsificado, compartilham o vídeo e o valor arrecadado acaba caindo na conta do falsificador.
Evitando esse golpe
Ao doar, transferir e pagar com QR Code pelo Pix, esteja vigilante à procedência do código e não conclua a transação se estiver em dúvida sobre o valor ou mesmo sobre a origem do pedido.
Orientações gerais contra os golpes do Pix
- Observe a identidade do solicitante do Pix antes de transferir ou pagar. Se você suspeitar de uma mensagem, não conclua o processo. Especialmente em situações que envolve amigos em problemas financeiros;
- Os apps estão cada vez mais práticos manusear e as pessoas estão mais distraídas, então fique atento antes de confirmar uma ação e conferir todos os detalhes;
- Não possui pratica para fazer um Pix? Uma orientação é testar com amigos e parentes que já operam o serviço para praticar os passos. Mesmo que errar, pode requerer o dinheiro de volta.
- Jamais clique em links obtidos via e-mail, SMS, WhatsApp, redes sociais em geral, e que levem ao link pessoal do Pix;
- Cadastre sua chave Pix no canal oficial da sua instituição bancária. Há a possibilidade de inserir número de CPF, telefone, e-mail ou qualquer número aleatório para gerar a chave;
- A comprovação da chave Pix jamais virá por intermédio de ligação ou link. Após o registo, o Banco Central enviará o código apenas por SMS ou e-mail.
- Não efetue transferências à amigos sem confirmação prévia por telefone ou pessoalmente. Tenha em mente que o WhatsApp do pretendente possa ter sido clonado.
Banco Central assegura eficaz do Pix
O Pix é reputado sendo uma forma de pagamento segura para o sistema financeiro brasileiro. Por isso, sua credibilidade nas operações, pois nunca foi alvo de hackers ou intrusos desde sua implementação.
Mas, mesmo assim, tipos de golpes como por exemplo, o golpe do Pix agendado, ocorre, não por violação do sistema, mas, ludibriando o pagador.
Como o Pix só funciona a partir do aplicativo da organização onde o cliente possui conta ou banco online, a camada de segurança protege logins, senhas, biometria, reconhecimento facial ou utilização de token de adulterações online.
Além disso, outro auxílio para apurar golpes no sistema Pix fica por conta de rastreadores durante as operações. Com isso, contas usadas como receptoras são localizadas e em certos casos levando até o fraudador das transferências.
Muitas vezes, as investigações são impedidas pelo uso de “laranjas”, pessoas cujas informações pessoais foram roubadas e nunca têm ideia de que podem estar envolvidas em transações financeiras questionáveis.
Fonte:Serasa
